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domingo, 19 de julho de 2009

Ponto

Pensei bastante durante a semana no que postar esse domingo. Primeiro tinha decidido começar assim:

Ponto final. Ponto de Exclamação. Ponto de interrogação. Existem várias maneiras de terminar alguma coisa (...)

Queria falar sobre as transições que rolam. Mas com mais ênfase no início de algo novo do que no final de uma coisa velha. Tentei ser impactante (rsrs), mas não gostei muito e aí acabou não desenvolvendo.

Então eu deixei o texto um pouco de lado e comecei a procurar uma música que tinha a ver um pouco com essa temática. Vi uma frase interessante no nome de um amigo do messenger: Every new beginning comes from some other beginng’s end. Fui pro Google. Era um verso de uma música do Semisonic chamada Closing Time.

Pronto. Era perfeito.

Ouvi a música. =(

Gostei da letra, mas me decepcionei com o resto. Mesmo assim gravei com violão e voz, mas desisti.

Então, numa conversa despretensiosa na Funfarra com a “grande” Luana, comentei sobre uma música que havia escrito e acabei lembrando o quanto eu gostava dela. Achei que ficaria melhor no blog que a do Semisonic...

Aí vai a letra e o vídeo da música que eu adorei fazer, adicionada pela ótima frase do pessoal do Semisonic.

O sim do não e vice-versa

De repente me sinto bem
Depois de dias como esse
Que demoram um mês inteiro
Começo a querer entender

A pessoa que você mais quer que fique
Usa aquelas mesmas pernas que vieram
Pra ir embora e sumir no horizonte

E o que fica é só o que se sentiu
E arrependimentos do que não se passou
E, às vezes, idéias de conto de fadas
Que não passam de finas camadas
Cobrindo o vazio que ficou

E o engraçado é saber
Que, senão as mesmas,
Outras pernas virão
E também irão
E que ninguém está errado

Porque o chato da vida
É que a beleza dela
Está justamente na parte
Que nem sempre estamos
Vivendo realmente
Aquilo que se acha que está

Every new beginning comes from some other beginng’s end

Um comentário:

  1. Rolim =)

    Gostei especialmente das duas últimas estrofes! E a respeito da beleza lembrei de um pedaço do meu poema preferido:
    "A beleza, é em nós que ela existe.
    A beleza é um conceito.
    E a beleza é triste.
    Não triste em si, mas pelo que há nela de fragilidade e incerteza."

    Um beijo

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